segunda-feira, 1 de julho de 2019

                                                   

                                                                     HISTÓRIA




          Você tem uma história para contar?   
          Não!?
          E uma somente para lembrar?
          Não!?
          Então leia e você terá!
          Não é fácil começar mas, quando você começar, logo vai acabar e você se queixará porque acabou.
          Você vai até querer mais livros!
          E aí, á tem uma história para contar?


                                                                                                                  G.O.ROCHA


       

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Surpresas!!!

     





         Por algum motivo ou por algum acaso, vejo que juntamente a esse papelão, habitam coisas que com a imaginação se transformaram, do praticamente inútil, em brinquedos que fazem o tempo voar, trazendo um pouco de conflito, mas ao final, uma bela brincadeira...

                                                                                                 G.O.ROCHA

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Hoje, senti grande saudade de Camões...


Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, 
Muda-se o ser, muda-se a confiança: 
Todo o mundo é composto de mudança, 
Tomando sempre novas qualidades. 

Continuamente vemos novidades, 
Diferentes em tudo da esperança: 
Do mal ficam as mágoas na lembrança, 
E do bem (se algum houve) as saudades. 

O tempo cobre o chão de verde manto, 
Que já coberto foi de neve fria, 
E em mim converte em choro o doce canto. 

E afora este mudar-se cada dia, 
Outra mudança faz de mor espanto, 
Que não se muda já como soía. 

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos" 

Alma Minha Gentil, que te Partiste

Alma minha gentil, que te partiste 
Tão cedo desta vida descontente, 
Repousa lá no Céu eternamente, 
E viva eu cá na terra sempre triste. 

Se lá no assento Etéreo, onde subiste, 
Memória desta vida se consente, 
Não te esqueças daquele amor ardente, 
Que já nos olhos meus tão puro viste. 

E se vires que pode merecer-te 
Algũa cousa a dor que me ficou 
Da mágoa, sem remédio, de perder-te, 

Roga a Deus, que teus anos encurtou, 
Que tão cedo de cá me leve a ver-te, 
Quão cedo de meus olhos te levou. 

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos" 


Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente

Erros meus, má Fortuna, Amor ardente 
Em minha perdição se conjuraram; 
Os erros e a Fortuna sobejaram, 
Que para mim bastava Amor somente. 

Tudo passei; mas tenho tão presente 
A grande dor das cousas que passaram, 
Que já as frequências suas me ensinaram 
A desejos deixar de ser contente. 

Errei todo o discurso de meus anos; 
Dei causa a que a Fortuna castigasse 
As minhas mal fundadas esperanças. 

De Amor não vi senão breves enganos. 
Oh! Quem tanto pudesse, que fartasse 
Este meu duro Génio de vinganças! 

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos" 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

É DE SOM

                                             
 ´
É DE SOM

É de som, todo som que rodeia,
É de som, toda calma que envolve,
É de som, toda luz que clareia,
É de som, pensamento que comove.
É de som, o grito que sufocou...
É de som, o choro que não se fez...
É de som, o gesto que completou...
É de som,...uma vida outra vez.
É de som...É de som...É de som...
O viver do coração!
É de som...É de som...É de som...
O nome da solidão!
É...de...som...

03/12/2015


quarta-feira, 22 de abril de 2015



                                                                Quem sou eu?!



Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho,e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...

Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!
Florbela Espanca